terça-feira, 24 de março de 2009

O OLHO DO DONO ENGORDA O GADO.


A grande maioria das pessoas que fazem opção por franquias acredita que o sistema é fechado sem possibilidades de falhas. Mesmo as grandes marcas franqueadas não são imunes aos roubos. Muitos acreditam que por ser um processo já testado ao longos dos anos e pelo valor que pagam de taxa para ingressar nesse mundo do comércio, acreditam que estarão seguros. Na grande maioria das lojas já instaladas e as que vão abrir em grandes shoppings e a lojas de rua, são de marcas famosas e franquias. O que se pode observar é que a presença do dono é muito peculiar, ou seja, não está presente, deixa de ser dono, para ser visitante da sua própria casa. Por incrível que possa parecer o roubo interno participa com aproximadamente 70% do valor, os 30% restantes, se diluem entre colaboradores externos e os clientes indesejados. Não podemos generalizar, cada caso é um caso. Veja que a maior participação da perda é pela fragilidade nos processos internos e não estamos falando exclusivamente do setor de franquias, essa questão é de forma geral, sendo franquia ou não. Garantir os procedimentos parece tarefa básica, e porquê não acontece? Não acontece em virtude do proprietário acreditar nos processos e nas pessoas que colocam para gerenciar. Acreditar nas pessoas é de grande importância, mas quem delega, controla, e a responsabilidade continua sendo do proprietário. É bem verdade que fazer um balanço dá muito trabalho, abrir a loja de manhã cedo, fechar loja, fazer compras, fazer pagamentos, etc, tudo isso é muito cansativo e a primeira providência que se toma é contratar um encarregado e lhe transmitir a tarefa de tocar o empreendimento. Quantas vezes já ouvimos e quantas vezes ainda ouviremos histórias de proprietários que se dizem roubados, que confiaram na pessoa errada. Dia após dia é o que mais se vê. Quanto mais cresce o empreendimento, mas a cadeia de procedimentos se fragiliza quando não tem o devido acompanhamento. As grandes empresas, disponibilizam diversos recursos para manter o controle e mesmo assim a perda desconhecida, participa em torno de 1 a 2% ao ano. Agora considere esses 1 ou 2% em valores que representem milhões por ano, estamos falando de muito dinheiro que desaparece do caixa das empresas. Essas empresas, em virtude da organização suportam essa perda pois já contemplam em seu mix de margem e conseguem recuperar o resultado previsto em virtude dos grandes volumes de venda. Quando analisamos as pequenas empresas, alguns valores muito menos significativos, foram o suficiente para fechar a empresa. Posso garantir com certeza, que os roubos internos acontecem exatamente pela condição favorecida e sem controle. Não existe sistema ou processos infalíveis, câmera de vídeos, circuito interno via internet. Nada disso funciona se o patrão não estiver presente. Podemos ir muito mais longe com esse assunto, mas o mais importante é sensibilizar os responsáveis. Para evitar perdas, roubos e situações indesejadas, a presença do proprietário é fundamental, para demonstrar as demais pessoas envolvidas no processo que o patrão está presente. Muitos querem ser patrão, donos ou proprietários para trabalhar menos, chegar mais tarde e sair mais cedo e na verdade, ser patrão significa trabalhar ainda mais do que jamais trabalhou. Analise o seu dia a dia, você pode estar perdendo muito mais do que imagina e dependendo da situação, pode ser tarde demais.

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